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Por
Ricardo Menezes
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Quem nunca assistiu ao desenho dos Jetsons e ficara a perguntar:quando o avanço
tecnológico tornaria tais idéias propostas no seriado em realidade? Ninguém
ainda viu o vizinho sair de casa voando, mas a tecnologia atual já nos permite
fazer muita coisa interessante dentro dos limites da nossas próprias casas.
Para
quem não sabe, a foto que ilustra esse artigo é da famosa
ChemospherePHouse, que fica nos
arredores de Los Angeles. A casa, projetada e construida pelo famoso
arquiteto americano,JJohngLautner,
na década de 60, além de ser um ícone da arquitetura
moderna, ainda é vista como um projeto ousado e futurista.
Bom,
a casa está lá há mais de 40 anos. Quando foi construida,
o Sr.PLeonardLMalin,
o proprietário na época, provavelmente estava comprando
sua primeira TV colorida para assistir, deslumbrado, às primeiras
imagens espaciais feitas pelo homem. Na mesma década foi inventado
o laser. De lá pra cá muita coisa evoluiu, mas a idéia
utópica de que um dia viveriamos em casas como aTChemosphereSse
perdeu ao longo do tempo. Hoje talvez, as residências estejam
mais feias e quadradas, porém a tecnologia que podemos colocar
dentro desses habitáculos é de deixar qualquer Elroy Jetson
de queixo caído.
Há mais de uma década que os computadores são vistos
como objetos comuns dentro de qualquer residência de classe média.
Nesses últimos dez anos muita coisa interessante e útil
foi inventada, mas talvez nada tão útil e interessante
quanto as tecnologias sem fio e toda a comodidade que elas podem nos
oferecer no dia-a-dia.
Tudo
começou no ambiente de trabalho. O que antes era uma rede de cabos interligando
os computadores do escritório, está virando um dos maiores avanços
desde o surgimento da internet. O Wi-Fi está deixando de ser visto como
uma tecnologia de aplicações empresariais e invadindo os lares da
classe média. Muito disso, por causa da popularização e fácil
acesso a produtos Wi-Fi no padrão 802.11b, que hoje é o mais utilizado
em empresas ou locais públicos. Mas
pra que tudo isso em casa? Bem, a coisa começa a ficar muito interessante
quando juntamos a banda larga com as diversas aplicações que o Wi-Fi
nos permite criar. Para começar, podemos falar que a combinação
de acesso de banda larga e Wi-Fi nos permite ter internet em diversos cômodos
da casa, sem a necessidade de passar cabos por paredes ou contratar técnicos
para executar tal serviço. Com um modem de banda larga ligado a um router
wireless, a casa inteira está servida de internet, sem a preocupação
de conectar o computador à parede. Para isso é necessário
ter uma "estação base", que é composta de um modem
(ADSL ou cabo) e roteador sem fio (wireless router). O local mais adequado para
instalar a estação base é o centro da casa, geralmente um
escritório. Veja no quadro abaixo quais são os componente de uma
estação base padrão. 
No esquema é possível ver a ordem das ligações:
1)
Modem Geralmente ADSL (Velox, Speedy, etc) ou cabo (aJato, Virtua, etc).
Ele é conectado à linha telefônica ou cabo de TV por assinatura,
sendo responsável pelo abastecimento do conjunto. 2)
Wireless router/gateway Antes de mais nada, vamos deixar claro que estamos
falando de equipamentos no padrão 802.11b, pois são os mais acessíveis
e baratos, viabilizando a implementação de uma rede domiciliar,
tendo em vista sua ótima relação custo/benefício.
O papel do wireless router (ou roteador sem fio) é pegar a conexão
de internet vinda do modem e compartilhar para diferentes equipamentos. Num roteador
convencional, esse compartilhamento do sinal é feito apenas através
de cabos de rede. Como estamos falando de um roteador sem fios, o papel dele é,
não só disponibilizar o sinal através das suas portas ethernet,
assim como gerar um sinal de rádio (Wi-Fi) permitindo que outros dispositivos
(computadores, PDAs, impressoras) localizados em outros ambientes também
possam acessar a internet. Ou seja, a antena do roteador sem fio pode ser considerada
como uma porta virtual.
3)
Computador Principal
Uma estação base pode funcionar sem nenhum computador
conectado nela. Como uma estação base geralmente fica
no cômodo central da casa(escritório), nada mais lógico
que ligar o computador desse mesmo ambiente ao roteador usando
uma das portas ethernet disponíveis. Dessa forma, esse computador
"principal" passa a ter acesso à internet sem a necessidade
de instalar no mesmo uma placa de rede wireless ou ficar sujeito a interferências.
A não ser que você seja o dono de uma fábrica de
placas de rede wireless, não é necessário que esse
computador conecte-se de forma wireless ao roteador, pelo simples fato
dos dois aparelhos estarem muito próximos um do outro.
Por
falar em interferências, é bom saber que o padrão
802.11b opera em 2.4GHz, a mesma frequência usada por muitos telefones
sem fio. Por isso, é bom ter em mente que a utilização
próxima de aparelhos desse tipo, assim como fornos microondas,
pode causar degradação do sinal Wi-Fi.
Com
esses três equipamentos principais, a sua estação base está
montada e pronta para servir uma área interna de aproximadamente 100 metros.
Paredes costumam diminuir a força do sinal mas alguns elementos podem ser
considerados grandes inimigos do Wi-Fi:
1. Antenas mal posicionadas (quanto mais alta,
melhor)
2.
Forno de microondas (o funcionamento gera interferência)
3. Concreto (atrapalha o sinal)
4. Plantas (são bonitinhas, mas também atrapalham)
5. Aquários (apesar de transparente, água atrapalha a
passagem de sinal)
6. Vidros (idem)
De
qualquer forma, um roteador wireless bem configurado e bem localizado
costuma cobrir, sem problemas, toda a área útil da residência
média. No entanto, você também deve se preocupar
com o outro extremo: sinal forte demais.
Caso seu vizinho também tenha placas de rede sem fio, ele eventualmente
pode captar seu sinal e navegar pela sua rede. Para que
isso não aconteça, configure o sinal do seu roteador
para cobrir (sem exageros) os limites da sua casa e tenha certeza de
que a chave WEP esteja habilitada. Dessa forma, mesmo que seu vizinho
consiga captar seu sinal, ele será impedido de nevegar, pois
não terá a chave.
Agora
que já falamos da estação base e dos principais equipamentos
necessários para montá-la, podemos falar das aplicações
e maravilhas que o mundo wireless pode levar até sua residência. Conteúdo
em qualquer lugar, a qualquer hora
Todo mundo está acostumado a ver TV na sala ou ler jornal
no banheiro, porém, que tal ler um eBook na cama, ver receitas
na cozinha ou assistir à TV no banheiro? Com um PDA dotado de
Wi-Fi tudo isso é possível. Hoje, existem dezenas de sites
onde é possível fazer downloads de eBooks (de graça)
para ler mais tarde, seja na cama ou no banheiro. O número de
sites com conteúdo (mContent) voltado para PDAs cresce a cada
dia. Quem não curte eBooks pode optar por assistir à canais
de TV via internet, traillers, ou mesmo, filmes inteiros formatados
para a telinha. Acesse o MobileZone através de seu PDA e veja
uma relação de links para ver TV digital ou filmes via
stream. Uma dica muito útil para aqueles que gostam de levar
o PDA para o banheiro são aqueles saquinhos
plásticos de cozinha (isso não é piada) do
tipo "Ziploc". Com eles, você consegue manusear o PDA
sem dificuldades (até mesmo, usar a caneta stylus) protegendo
o equipamento da água ou vapor. Faça o teste!
Câmeras
Wi-Fi
Para os fanáticos por segurança, a tecnologia Wi-Fi
facilita muito a instalação e utilização
de câmeras de vídeo.Em um cenário sem Wi-Fi, seria
necessário instalar toda uma infra-estrutura de cabeamento para
interligar câmeras ao computador. No cenário Wi-Fi, você
pode comprar uma (ou várias) câmera(s) Wi-Fi e colocá-las
em qualquer lugar da casa (dentro dos 100 metros) sem a necessidade
de ter fios entrando pelas paredes ou problemas de sinal/imagem ruim.
Diversas empresas fabricam câmeras desse tipo, como é o
caso da DCS1000W,
fabricada pela D-Link. Essas câmeras funcionam como estações
independentes e têm um número IP próprio. Dessa
forma, de qualquer outro lugar da casa (ou mesmo de fora dela), você
consegue digitar o endereço IP no browser do computador ou PDA
e acessar a página da câmera para visualizar as imagens
ou controlá-la. Esse tipo de aplicação é
muito útil para quem tem filho pequeno e deseja monitorar o quarto
da criança, seja remotamente, no trabalho ou de dentro da própria
casa.
Discoteca
centralizada O
Wi-Fi também serve para distribuir música pelos quatro cantos da
casa. Explico: ao armazenar seus CDs em formato MP3 no computador principal, você
passa a ter acesso a todas essas músicas a partir de qualquer ambiente.
Indo mais fundo no assunto, você pode comprar um Sound
Blaster Wireless Music da Creative e usar o reciever da sala para tocar as
músicas armazenadas no computador principal. O grande lance desse aparelho
é o controle remoto, onde você pode visualizar e escolher as músicas
que estão no computador distante. A Linksys, muito popular no mercado wireless,
pegou a onda e também lançou o seu produto voltado para a música.
É o Wireless-B
Music system, que mais parece com um boombox. A Apple também entrou
na dança e lançou recentemente o seu AirPort Express. Mas o produto
mais sensacional de todos é o DSM-320
Wireless Media Player da D-Link, que, além de áudio, reproduz
vídeos e fotos na TV. Periféricos
remotos compartilhados Esse tipo de aplicação é
amplamente usada em escritórios, onde uma única impressora é
acessada por todos. Em residências com dois ou mais computadores é
possível criar um espaço compartilhado para periféricos.
Desse modo, uma única impressora pode ser utilizada por diversos computadores
da mesma rede. A comunicação com a impressora pode ser feita através
de um adaptador
Wi-Fi/porta paralela ou com um servidor
wireless para impressoras. Quem usa servidor de FAX no computador pode ter
a impressora (funcionando como FAX) em qualquer lugar da casa. Internet
TV e PS2 Outra vantagem de ter a casa coberta por Wi-Fi é a facilidade
de instalação de um sistema de internet TV. Produtos como o NetVision
da Philco permitem que você navegue pela tela da TV, unindo as funções
de browser e televisão. Aparelhos desse tipo necessitam de uma conexão,
de preferência banda larga. Ligando um ponto Wi-Fi ao conector ethernet
do aparelho de internet TV, você resolve esse problema. Outro tipo de aparelho
comum em residências e que também precisa de internet é o
PlayStation 2 da Sony. Colocando um ponto Wi-Fi perto do sistema de TV e som,
você abastece tanto o PS2 como a internet TV. telefones
e vídeo-conferência (aKa: VoIP) VoIP é a próxima
onda. Dezenas de empresas já estão começando a fabricar aparelhos
telefônicos para Wi-Fi ou fixos com cabo ethernet. Também conhecidos
como netphones, esses aparelhos vão balançar o mercado de telefonia
em muito pouco tempo. A D-Link, por exemplo, já conta com a linha completa
de aparelhos para vídeo-conferência Wi-Fi. Agora
que você já sabe como construir a sua rede Wi-Fi residencial, podemos
falar de preços. Abaixo está uma tabela com preços dos principais
componentes.
| Assinatura
mensal de banda larga (128Kbps) |
Virtua | R$49,90 |
| Modem
ADSL (D-Link
DSL-500G) | Submarino | R$310,80 |
| Wireless
router (SMC
7004VWBR - 4 portas) | Plug&Use | R$429,00 |
| Placa
de rede Wireless PCI
(para computadores adicionais) | Plug&Use | R$279,00 |
| Wireless
Cam (D-Link
DCS-1000W) | Amazon | US$234.99 |
| Creative
Wireless Music | Creative | US$199.99 |
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Além
das
aplicações abordadas nesse artigo, sempre existe alguém que
quer ir além. A empresa paulista iHouse
desenvolveu uma série de produtos que envolvem automação
residencial e mobilidade, como por exemplo, controlar através do PDA a
banheira de hidromassagem ou preparar a sauna. Coisa de filme, não? Pra
completar, por mil e poucos dólares você pode comprar o cachorrinho
Aibo
da Sony e ter companhia garantida (e sem muita sujeira) para passeios pelas nossas
ruas cada vez mais perigosas.
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