| ---mContent: o conteúdo certo, da forma certa, na hora certa.--------------------------------- 02/07/2004 | |
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Por Ricardo Menezes
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Hoje, ao comprar um PDA, voltamos para a mesma indagação: O que posso fazer com um PDA em mãos? Bem, muita coisa mudou. Por exemplo, já é possível assistir pequenos filmes no formato WindowsMedia, Flash ou Real, ouvir música no formato MP3, ou mesmo, fazer uma busca no Google ou acessar a conta do Hotmail. Com
a internet cada vez mais próxima dos PDAs, uma grande sensação
de vazio paira pelo ar. Hoje, com qualquer PDA razoável, é possível
acessar a internet via Wi-Fi ou GPRS e navegar pela web através de um mini-browser,
visualizando imagens, animações em Flash e vídeos numa pequena
tela que pode ter até 480 por 640 pixels de resolução. Para cada momento e situação existe um conteúdo, duração e formato adeqaudo. Há décadas estamos acostumados a passar em média duas horas sentados numa cadeira de cinema assistindo a um filme na telona. Essa situação vai de perfeito encontro à duração, formato e conteúdo. Há décadas também estamos acostumados a entrar em nossos carros, ligar o rádio e ouvir música enquanto dirigimos nossos carros, mas se antes de irmos ao trabalho, ficássemos duas horas sentados numa sala escura escutando música, isso seria, no mínimo, muito estranho. O formato "pocket" está diretamente ligado à situações de mobilidade e/ou ausência de tempo. Da mesma forma que um CD-ROM está para o desktop, um PDA está para a mídia de curta duração, fácil assimilação e acesso rápido. Nossos PDAs ficam em nossos bolsos e geralmente saem de lá por curtos espaços de tempo. OK, muitos deixam o PDA descansando sobre a mesa do trabalho o dia inteiro, mas durante esse tempo é muito mais provável que o desktop esteja sendo usado. Algumas situações mais comuns onde o PDA está presente (e ligado) são a permanência em aviões, espera em salas de embarque, no metrô, no trem, durante a viagem de ônibus, dentro do carro e por aí vai. Todas essas situações estão diretamente ligadas à uma nova forma de disponibilização de conteúdo em situações de mobilidade, só agora real e palpável. Atualmente, com o crescente mercado de dispositivos de mão, sejam telefones celulares sofisticados, smartphones ou PDAs, existe uma oferta maior de recursos que de conteúdo propriamente dito. Sites de internet e serviços de bate-papo em sua grande maioria, foram feitos para serem utilizados ou lidos por pessoas sentadas na frente de computadores. Por acaso ou não, acontece que os PDAs de hoje também acessam essa mesma internet de salas de chat e Hotmails. É exatamente nesse ponto que surge a necessidade de um novo tipo de conteúdo: o mContent. O mContent, ou conteúdo móvel, tem como público alvo todo e qualquer internauta que esteja acessando a grande rede através de um dispositivo móvel, seja ele um PDA com tela de 480x640 pixels ou um pequeno smartphone equipado com Symbian OS. Atualmente, com a ampla conectividade e possibilidades crescentes de acesso móvel, a necessidade e desejo por um conteúdo adequado à situação, duração e formato também passa a ser real. Existem alguns pontos básicos que devemos levar em consideração ao falarmos de mContent. O
mContent deve ser rápido O
mContent deve ser curto O
mContent deve ser enxuto o
mContent deve ser interessante Seguindo essas quatro premissas é possível desenvolver um projeto de mContent que vá ao encontro das necessidades e interesses de quem o acessará/consumirá. A rapidez de uma situação de acesso a um conteúdo móvel é refletida diretamente na forma através da qual esse conteúdo será visto ou acessado. Telas "móveis" são pequenas, não há muito espaço para elementos desnecessários que possam tornar o tempo de acesso mais lento. O conteúdo móvel deve ser curto, seja no texto ou na duração do vídeo. Traillers talvez sejam um ótimo exemplo de conteúdo rápido, pequeno, enxuto e interessante. E-books? Talvez. Hoje, é muito comum encontrar livros adaptados na íntegra para os diversos formatos do eBook disponíveis. Talvez, um livro com frases do Da Lai Lama ou pequenos poemas seja perfeito para ser adaptado no formato eBook. Vale lembrar que a leitura de eBooks em PDAs consome uma boa dose de energia através da luz do display ligado. Ou seja, talvez a bateria do seu PDA não dure o tempo necessário para ler Lusíadas até o final. Alguns sites começam a reconhecer a importância desse "público móvel" e disponibilizam versões de bolso de seus conteúdos. O Google e Hotmail são dois bons exemplos. Tanto no caso do Google, como no Hotmail, é possível perceber que o conteúdo não foi simplesmente "jogado" numa tela menor. Em ambos os casos, o conteúdo foi trabalhado no nível de interface e usabilidade (se é que essas duas coisas andaram separadas algum dia). No Hotmail, é possível perceber que a maioria das funcionalidades foi deixada de lado. Apenas o essencial para abrir e responder um email foi implementado. Os recursos mais sofisticados ficam reservados ao desktop. No caso do Google, a situação não é diferente. Os resultados de busca são resumidos para uma utilização otimizada do espaço na tela. A página inicial também traz poucos itens, apenas os principais. Analisando os fatos, é possível perceber que o conteúdo móvel está associado a uma forma diferenciada de exibição, e por consequência, de assimilação. Explico: dificilmente o usuário vai perceber os detalhes de um trailler visto através do PDA. Se aquele detalhe for importante para o perfeito entendimento da mensagem transmitida, o objetivo falhou. O trailler pode estar perfeitamente produzido e evidente para um monitor de 17 polegadas ou tela de cinema, mas pode ser que a coisa mude de figura numa tela de poucos centímetros. A mesma coisa vale para o texto enquanto mídia. Seria um tanto inadequado simplesmente "jogar" as notícias do jornal na pequena tela do PDA. O ideal é dar um tratamento adequado ao texto (webwriting direcionado e formatado para o meio), de forma que fique curto e de rápido entendimento. Detalhes podem ficar para o desktop, jornal impresso ou para mais tarde no noticiário da TV.
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